Análises abrangem critérios físicos, químicos e microbiológicos
Foto: Reprodução/ Sanebavi
Análises abrangem critérios físicos, químicos e microbiológicos

A qualidade da água distribuída em Vinhedo permanece dentro dos padrões de potabilidade, apesar de alterações recentes percebidas por moradores em regiões atendidas pelo sistema ETA 1. Segundo a Sanebavi (Saneamento Básico Vinhedo), responsável pelo abastecimento no município, as mudanças em cor, odor e gosto foram provocadas por oscilações nos teores de ferro nos mananciais, sem comprometer a segurança para consumo.

O controle da água é realizado de forma contínua, desde a captação até a distribuição final. De acordo com a autarquia, o monitoramento inclui análises laboratoriais independentes ao longo de todas as etapas do sistema, com o objetivo de garantir que a água chegue à população dentro dos padrões exigidos pelos órgãos de saúde.

Para assegurar a confiabilidade dos resultados, a Sanebavi mantém contrato com a empresa Controle Analítico Análises Técnicas Ltda, laboratório independente responsável pelas análises.

A empresa é acreditada pelo Inmetro e certificada conforme a norma ABNT NBR ISO/IEC 17025, referência internacional para competência em ensaios laboratoriais.

O processo segue as diretrizes da Portaria GM/MS nº 888/2021, do Ministério da Saúde, que estabelece os parâmetros de qualidade da água para consumo humano no Brasil.

As análises abrangem critérios físicos, químicos e microbiológicos, considerados essenciais para a verificação da potabilidade.

Monitoramento contínuo e medidas corretivas

O plano de controle adotado pela autarquia prevê coletas semanais durante todo o ano, além de análises específicas voltadas à identificação de bactérias, protozoários, substâncias químicas, agrotóxicos e outros indicadores de qualidade.

Segundo a Sanebavi, o acompanhamento é feito de maneira abrangente, monitorando toda a trajetória da água no sistema de abastecimento.


A estratégia busca antecipar possíveis alterações e garantir respostas rápidas em caso de variações nos parâmetros.

Diante das recentes reclamações, medidas técnicas já foram adotadas para normalizar as características da água.

Entre as ações estão ajustes no processo de tratamento, limpeza química dos reservatórios e descargas contínuas nas redes de distribuição, com o objetivo de eliminar resíduos e estabilizar o sistema.

O contrato de controle de qualidade representa um dos principais investimentos da autarquia, com custo anual de aproximadamente R$ 1,4 milhão.

A Sanebavi reforça que, mesmo com as alterações percebidas em parte da rede, não há riscos à saúde da população e o abastecimento segue seguro.

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