
O último domingo (1º) da 75ª Festa do Figo e 30ª Expogoiaba, em Valinhos, começou com clima de nostalgia e muita curiosidade do público. O período da manhã foi marcado pela exposição de carros antigos promovida pelo Clube de Carros Antigos de Valinhos, que levou à arena do palco principal modelos clássicos e raridades que chamaram a atenção de moradores e visitantes.
Entre fuscas de diferentes épocas, Ford 29, kombis e outros veículos que marcaram gerações, a exposição transformou o espaço em um ponto de encontro para famílias, colecionadores e admiradores do automobilismo clássico.
O público circulou entre os carros, conversou com os expositores e aproveitou para registrar o momento em fotos, em um dos eventos mais tradicionais e aguardados da programação da festa.
Morador do bairro Capuava, Eduardo Alves visitou a exposição acompanhado da esposa, Fernanda, e dos filhos, Maria Lavínia e Felipe.
Para ele, a atividade tem um caráter familiar e desperta o interesse das novas gerações. “Eu gosto muito e sempre venho. Na verdade, eu estudo participar porque tenho um Gol, aquele modelo quadrado”, contou, ao comentar a possibilidade de, no futuro, também expor um veículo.
Outro frequentador assíduo da exposição é Murilo da Silva, morador do Country Club e proprietário de um Ford Escort que, segundo ele, em breve também deve marcar presença em eventos do gênero.
“Este é o segundo ano que venho aqui na festa acompanhar a exposição dos veículos. Eu gosto muito”, afirmou. Entre os modelos que mais chamam sua atenção estão os fuscas e, naturalmente, os escorts.
“Gosto muito de ver a variedade das cores dos carros antigos”, completou.
Paixão, cuidado e memória
Além de observar os veículos por fora, o público teve a oportunidade de interagir diretamente com os expositores.
Muitos proprietários abriram as portas e os capôs dos carros, permitindo que curiosos conhecessem os detalhes internos e mecânicos dos modelos.
As conversas giraram em torno de histórias, restaurações e do cuidado necessário para manter os veículos em bom estado.
Proprietário de um fusca da última série especial produzida no Brasil, em 1986, Luiz Henrique Eleutério destacou o valor afetivo do automóvel.
“Carro assim não se vende. O meu vai ficar de herança para o filho, que também gosta de carros antigos”, disse.
O veículo, que marca o encerramento da produção do modelo no país, possui até registro de “nascimento”, datado de 16 de junho de 1986, enviado pela própria Volkswagen.
Com apenas 46 mil quilômetros rodados, o fusca raramente sai da garagem.
“Saímos para pequenos passeios, como aos domingos, e também para eventos, mas só os que são perto da cidade”, explicou o proprietário, ressaltando o cuidado para preservar o estado original do carro.
A exposição de carros antigos reforçou o caráter cultural e familiar da Festa do Figo e da Expogoiaba, aproximando diferentes gerações em torno de histórias, memórias e da paixão por veículos que ajudaram a construir a história do País e seguem vivos na lembrança dos valinhenses.