
Uma decisão recente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) colocou Valinhos em evidência no cenário nacional de saúde, nutrição e inovação científica. A autorização que amplia o uso da luteína em suplementos alimentares para crianças e adolescentes, na faixa etária dos 9 aos 18 anos, destaca o município por sediar a operação brasileira da Kemin Industries, empresa global responsável pelo desenvolvimento da luteína mais estudada do mundo.
O ingrediente, utilizado em suplementos voltados à saúde ocular e cognitiva, passa a ter uso oficialmente permitido para o público jovem após avaliação técnica de segurança e eficácia.
A decisão representa um avanço regulatório relevante em um momento de crescente preocupação com os impactos do uso excessivo de telas digitais por crianças e adolescentes em todo o País.

Extraída da flor Tagetes erecta, a luteína é um nutriente natural reconhecido por sua atuação na mácula, região da retina associada ao conforto visual, além de contribuir para a filtragem da luz azul emitida por dispositivos eletrônicos.
Com a nova regulamentação, suplementos que utilizam o ingrediente poderão ser formulados especificamente para o público infantojuvenil, respeitando critérios definidos pela Anvisa.
Ciência desenvolvida em Valinhos
A decisão da Anvisa se apoia em quase três décadas de pesquisas científicas conduzidas pela Kemin, incluindo mais de 100 estudos publicados em periódicos especializados.
O trabalho mais recente foi apresentado durante o congresso internacional Brain and Ocular Nutrition (BON) e demonstrou que a suplementação com a Luteína FloraGLO pode contribuir para a redução da fadiga visual digital e para o suporte às funções cognitivas e à atenção em crianças e adolescentes saudáveis.
Embora não produza os suplementos comercializados ao consumidor final, a Kemin atua no desenvolvimento, padronização e fornecimento do ingrediente para fabricantes que distribuem seus produtos em todo o Brasil.
A presença da empresa em Valinhos conecta o município a uma cadeia global de inovação em saúde preventiva, unindo ciência internacional, decisão regulatória brasileira e impacto direto na rotina das famílias.
O avanço ocorre em um contexto considerado preocupante por especialistas.
O Brasil está entre os países mais conectados do mundo, com crianças e jovens expostos a longos períodos diante de telas, enquanto estudos apontam baixa ingestão de frutas e vegetais, principais fontes naturais de luteína na alimentação.
Esse cenário amplia as demandas nutricionais, especialmente em fases críticas do desenvolvimento visual e cognitivo.