
A Secretaria de Saúde de Vinhedo mantém ações contínuas de vigilância e prevenção contra a raiva, uma das zoonoses mais graves sob monitoramento no município. O último registro oficial ocorreu em 2023, quando um morcego testou positivo para a doença. Desde então, a cidade segue com protocolos ativos para controle e orientação da população.
A raiva é uma doença viral que afeta o sistema nervoso de mamíferos, incluindo humanos, e apresenta alta taxa de letalidade. A transmissão ocorre por meio da saliva de animais infectados.
Dessa forma, o contágio pode acontecer tanto no ciclo urbano quanto no rural e silvestre. Entre os principais transmissores estão cães, gatos, morcegos, macacos, gambás, bois e cavalos.
A infecção pode ocorrer por mordidas, arranhaduras ou lambeduras em feridas abertas e mucosas. Além disso, o contato direto com morcegos representa risco.
Mesmo assim, muitas pessoas ainda subestimam o perigo. O simples manuseio de um morcego, vivo ou morto, pode resultar em contaminação.
Monitoramento reforça controle da doença
Nos últimos anos, a presença de animais silvestres em áreas urbanas aumentou. Espécies como saguis e gambás passaram a ocupar espaços próximos às residências.
Por isso, a Secretaria de Saúde alerta que alimentar, tocar ou tentar capturar esses animais eleva o risco de transmissão.
Entre 2023 e 2026, o Setor de Controle de Zoonoses investigou 141 casos de morcegos com comportamento suspeito.
No entanto, apenas um resultado positivo foi confirmado, registrado em 2023. Em 2026, até março, já foram analisados 17 casos.
Os sinais de alerta incluem morcegos caídos no chão, vivos ou mortos, além de animais grudados em muros, pendurados em locais incomuns ou voando durante o dia. Nesses casos, a orientação é clara: não tocar no animal.
Caso o morcego esteja morto, a recomendação é colocá-lo em um recipiente com tampa, evitando contato direto. Se estiver vivo dentro de residências, o Setor de Zoonoses deve ser acionado imediatamente.
O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h30, pelos telefones (19) 3826-7499 (ramal 3009) e WhatsApp (11) 94591-6883.
Fora desse horário, o contato deve ser feito com o Grupo de Ações Preventivas Ambientais (GAPA), da Guarda Civil Municipal (GCM), pelo número 153.
Orientação inclui pets e atendimento humano
A Secretaria também orienta tutores de cães e gatos sobre medidas preventivas.
Caso os animais tenham contato com morcegos ou outros silvestres, o Setor de Zoonoses deve ser comunicado. Se o animal silvestre morrer, não deve ser descartado ou enterrado, pois precisa passar por análise.
Mesmo quando o pet está vacinado, pode ser necessário adotar protocolo de pós-exposição. Essa medida segue diretrizes do Ministério da Saúde e busca evitar a propagação da doença.
Em situações de acidente com animais, a primeira ação deve ser lavar o ferimento com água e sabão. Em seguida, a pessoa deve procurar atendimento médico. Dependendo do caso, pode ser indicada a aplicação da vacina antirrábica ou do soro.
Durante a semana, o atendimento ocorre nas Unidades Básicas de Saúde. Já aos finais de semana e feriados, a orientação é procurar a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município.
Vacinação segue de forma contínua
A campanha anual de vacinação antirrábica foi suspensa no Estado de São Paulo em 2022, conforme diretrizes estaduais. Ainda assim, o município mantém a imunização de cães e gatos de forma contínua.
Para vacinar os animais, o tutor deve realizar cadastro no Setor de Controle de Zoonoses. Em seguida, o agendamento ocorre conforme a ordem cronológica da lista de espera. Assim, o município garante o atendimento de acordo com a disponibilidade de doses ao longo do ano.
O cadastro pode ser feito na sede do setor, localizada na Avenida João Páffaro, 1615, no bairro Pinheirinho. O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h30.
Também é possível entrar em contato pelos telefones (19) 3826-7499 (ramal 3009) ou WhatsApp (11) 94591-6883, além do e-mail [email protected].
A estratégia busca manter o controle da doença de forma permanente, ao mesmo tempo em que amplia a cobertura vacinal no município.