
O avanço do mercado pet no Brasil tem redesenhado o cenário da Medicina Veterinária e ampliado a procura por profissionais qualificados. Com cerca de 160 milhões de animais de estimação no país, o setor movimentou mais de R$ 77,2 bilhões em 2025 e deve alcançar aproximadamente R$ 80 bilhões até 2026, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet) e do Instituto Pet Brasil.
A expansão está diretamente ligada à chamada humanização dos pets, tendência que transforma cães e gatos em integrantes das famílias e eleva o nível de exigência dos tutores.
Como consequência, cresce a demanda por serviços especializados, como atendimentos clínicos, cirurgias, reabilitação e terapias integrativas, consolidando o médico-veterinário como peça-chave nesse ecossistema.
Esse movimento também impacta a formação profissional. A busca por cursos de Medicina Veterinária tem aumentado, impulsionada pela perspectiva de um mercado aquecido e com múltiplas possibilidades de atuação, que vão além das clínicas tradicionais.
Formação precisa acompanhar novo perfil do mercado
Com o setor em expansão, instituições de ensino superior passam a adaptar seus modelos pedagógicos para atender às novas exigências da profissão.
Entre os principais desafios está a necessidade de formar profissionais com domínio técnico e experiência prática desde os primeiros contatos com a graduação.
Nesse contexto, a Faculdade de Medicina Veterinária Qualittas abriu inscrições para o vestibular de sua nova turma, apostando em um modelo que prioriza a vivência prática desde o início do curso.
A proposta inclui acesso à Clínica Escola já nos primeiros semestres, permitindo ao aluno acompanhar atendimentos e desenvolver raciocínio clínico de forma antecipada.
A coordenadora da graduação e diretora pedagógica, Fernanda Martins, afirma que o perfil do aluno mudou.
“O aluno precisa sair preparado para a prática. Aqui, ele desenvolve desde cedo raciocínio clínico, segurança e uma visão mais completa do paciente”, diz.
Estrutura e flexibilidade ampliam acesso
A instituição chega à quarta turma com uma estrutura que inclui laboratórios equipados, projetos de extensão e acompanhamento por meio do Núcleo de Apoio e Acolhimento Psicoeducacional (NAAP).
O corpo docente é formado por mestres e doutores, com atuação no mercado.
Outro ponto destacado é a flexibilidade. O curso é oferecido nos períodos integral e noturno, atendendo tanto estudantes que ingressam após o ensino médio quanto profissionais que buscam transição de carreira ou requalificação.
Para o diretor geral, Francis Flosi, o momento exige adaptação. “A Medicina Veterinária evoluiu muito nos últimos anos. Hoje, o mercado exige profissionais mais completos, com visão prática e integrada. Nosso papel é preparar o aluno para esse novo cenário, que está em plena expansão”, afirma.
Vestibular aberto para nova turma
As inscrições para o vestibular seguem abertas e integram o calendário acadêmico da instituição, que também promove ações de aproximação com futuros alunos, como visitas guiadas e eventos de apresentação do curso.
O cenário de crescimento contínuo do setor pet indica que a demanda por médicos-veterinários deve seguir em alta nos próximos anos, tornando a escolha pela graduação uma decisão estratégica para quem busca inserção em um mercado dinâmico e em expansão.