A primeira base operacional totalmente elétrica do Brasil já está em funcionamento na Rodovia Anhanguera, em Nova Odessa (SP) . Implantada pela Motiva Autoban no km 118, a estrutura reúne veículos de atendimento 100% eletrificados, incluindo guincho leve, viatura de resgate e inspeção de tráfego, além de sistema próprio de recarga. A iniciativa integra um movimento mais amplo de modernização, com foco em sustentabilidade, inovação tecnológica e redução de emissões no setor rodoviário.
A base representa uma mudança concreta no modelo de operação nas estradas. Com os carregadores instalados no próprio local, os veículos mantêm autonomia sem comprometer o tempo de resposta em atendimentos.
O sistema também incorpora soluções digitais que permitem monitorar desempenho, otimizar rotas e ampliar o controle operacional em tempo real.
Segundo a Motiva Autoban, a eletrificação da frota está alinhada à meta de neutralizar as emissões de carbono até 2035, compromisso inédito entre concessionárias brasileiras.
Paralelamente, a empresa também aposta no uso de biocombustíveis, substituindo gasolina por etanol em veículos leves.
“Estamos inaugurando um novo capítulo na mobilidade nacional, com foco em eficiência energética e responsabilidade ambiental”, afirma a gerente executiva de operações, Karina Vidal.
Tecnologia e descarbonização ganham espaço nas rodovias
A transição energética no setor rodoviário ganha força em meio ao avanço da mobilidade elétrica no Brasil.
Dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) indicam que, em 2024, o país ultrapassou 170 mil veículos elétricos emplacados, um crescimento de 89% em relação ao ano anterior.
Dentro desse cenário, a estratégia da Motiva Rodovias prevê a substituição gradual da frota movida a combustíveis fósseis por modelos eletrificados até 2033.
A expectativa é de que, até lá, 82% dos guinchos leves em operação nas concessionárias do grupo sejam elétricos.
Atualmente, a Motiva Autoban já conta com 12 veículos eletrificados, entre híbridos e elétricos, distribuídos entre guinchos, viaturas de resgate e inspeção.
Além da redução direta de emissões, estimada em cerca de 3,6 toneladas de CO₂ por veículo ao longo de quatro anos de uso, o modelo também contribui para uma operação mais silenciosa e eficiente, fator relevante em áreas urbanas e de grande circulação.
A base da Anhanguera surge, assim, como um laboratório prático dessa transformação, conectando infraestrutura, tecnologia e sustentabilidade em uma mesma operação.
O avanço aponta para um caminho sem volta: a eletrificação das rodovias deixa de ser tendência e passa a integrar o presente da mobilidade brasileira, com impactos diretos na forma como serviços essenciais são prestados nas estradas.