Cachoeira na Serra do Japi
Foto: Prefeitura de Jundiaí
Cachoeira na Serra do Japi

A Serra do Japi, localizada em Jundiaí, cidade próxima à capital paulista,  completa, no próximo 8 de março, 43 anos de tombamento pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat). Para marcar a data, a Fundação Serra do Japi e a Secretaria Municipal de Planejamento Urbano e Meio Ambiente (SMPUMA) organizaram uma programação especial voltada à educação ambiental, à inovação e à valorização histórica da área.

As atividades ocorrem em dois eixos: um encontro sobre monitoramento tecnológico e prevenção, no Centro de Referência em Educação Ambiental (Cream), e uma edição especial do Programa de Visitas Monitoradas da SMPUMA, com trilhas e ações educativas nos dias 7 e 8 de março.

A proposta, segundo os organizadores, é reforçar a importância do tombamento e ampliar o debate sobre preservação com apoio de ciência, planejamento e participação social.

Encontro aborda tecnologia e prevenção a incêndios

No dia 7 de março, das 8h30 às 12h, o Cream recebe o “Café com Ação e Inovação”.

O encontro deve tratar do monitoramento tecnológico da serra e da atuação de brigadas voluntárias, com foco nas estratégias de preservação e prevenção.

Entre os temas, estão as ações de combate a incêndios realizadas em parceria com a Guarda Florestal, a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros.

A expectativa é que o evento também ajude a explicar como as frentes de monitoramento e resposta rápida funcionam na prática, especialmente em períodos mais críticos para o risco de fogo.

A integração entre equipes municipais, voluntários e forças de emergência aparece como ponto central da agenda, diante da necessidade de reduzir danos ambientais e proteger áreas de maior sensibilidade ecológica.

Trilhas contam história do tombamento e destacam Aziz Ab’Saber

Além do encontro no Cream, o Programa de Visitas Monitoradas terá uma edição especial nos dias 7 e 8 de março, com educadores ambientais conduzindo grupos por trilhas.

Durante as atividades, os participantes devem conhecer o processo histórico de tombamento da Serra do Japi e a contribuição do geógrafo Aziz Ab’Saber para a preservação do território.

A programação também prevê a apresentação de aspectos da biodiversidade local, com atenção à Reserva Biológica, apontada como a área com maior nível de preservação da serra.


A proposta das visitas é unir informação histórica e contato com o ambiente natural, ampliando a compreensão sobre por que a unidade é considerada um símbolo ambiental da cidade.

As trilhas estão previstas para ocorrer dentro da faixa de horário das 8h às 17h, com alternância de disponibilidade conforme o dia.

No 7 de março, a Trilha Mirante aparece como esgotada, enquanto a Trilha das Jabuticabeiras está disponível.

Para o dia 8 de março, a Trilha Mirante consta como disponível, e a Trilha das Jabuticabeiras como esgotada.

Para participar, a Prefeitura orienta que as reservas e as informações atualizadas sejam consultadas no site oficial, na página de visitação monitorada .

No marco dos 43 anos de tombamento, a Serra do Japi segue sendo tratada como parte da identidade ambiental de Jundiaí e um exemplo de que desenvolvimento e preservação podem caminhar juntos quando há planejamento, prevenção, conhecimento técnico e envolvimento da comunidade.

A agenda comemorativa, ao reunir tecnologia, educação e história, busca reforçar essa mensagem e ampliar a mobilização em torno do cuidado permanente com a área.

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