Um filhote de maritaca foi resgatado na quinta-feira (5), em Vinhedo (SP), por agentes do Grupo de Apoio e Proteção Ambiental (GAPA), depois de cair do ninho e não conseguir voar . O atendimento ocorreu após solicitação do Centro de Operações Integradas (COI), e o animal foi encaminhado para a Mata Ciliar, em Jundiaí, onde passará por avaliação e cuidados até ter condições de retornar à natureza.
De acordo com o GAPA, a ave apresentava dificuldade para voar, sinal de que ainda não estava apta a se manter sozinha no ambiente natural, o que inviabilizou a devolução imediata à área de origem.
Segundo informações repassadas pelo GAPA, a equipe foi acionada e se deslocou até a base da Guarda Civil Municipal (GCM) de Vinhedo, local onde o filhote já havia sido recolhido.
No atendimento, os agentes constataram que o animal tinha limitações para voo, condição comum em filhotes que caem antes de desenvolver plenamente força e coordenação.
Diante do quadro, os agentes decidiram encaminhar a maritaca para atendimento especializado. O destino foi a ONG Mata Ciliar, instituição de Jundiaí voltada ao acolhimento e à reabilitação de fauna silvestre.
No local, o filhote deverá passar por triagem, avaliação do estado geral e acompanhamento até alcançar condições adequadas para reintegração à vida livre.
A atuação, conforme o GAPA, busca reduzir riscos tanto para o animal quanto para a população. A orientação é evitar tentativas de manejo por conta própria, já que procedimentos inadequados podem provocar estresse, lesões e até comprometer a reabilitação.
Período de reprodução aumenta ocorrências
O GAPA informou que situações semelhantes tendem a se repetir em períodos de reprodução das aves.
Nessa fase, filhotes podem sair do ninho ou cair antes de completar o desenvolvimento necessário para o voo, ficando vulneráveis a predadores, atropelamentos e outros acidentes em áreas urbanas e periurbanas.
Além disso, o deslocamento do animal sem orientação técnica pode agravar o problema.
Por isso, a recomendação é que, ao encontrar um animal silvestre ferido, imobilizado ou em situação de risco, o morador acione os órgãos ambientais ou a Guarda Municipal para que o resgate seja feito de forma segura e com encaminhamento adequado.
A expectativa é que, após o período de cuidados e reabilitação, o filhote seja devolvido ao ambiente natural, seguindo os critérios técnicos da instituição responsável.
Enquanto isso, o GAPA reforça que o acionamento de equipes especializadas é o caminho mais seguro para proteger a fauna e prevenir acidentes em ocorrências desse tipo.