O avanço acelerado da obesidade no Brasil e no mundo motivou uma série de ações públicas, sociais e comunitárias neste mês de março, quando se celebra, no dia 4, o Dia Mundial da Obesidade . A data marca iniciativas em treze cidades brasileiras e conecta o país ao tema proposto pela Federação Mundial da Obesidade (WOF): “8 bilhões de razões para agir”, destacando o impacto global da doença e a urgência crescente de políticas preventivas.
No cenário nacional, o desafio é evidente. Segundo o Vigitel 2023, 24,3% dos brasileiros vivem com obesidade e 37,1% têm sobrepeso, números que seguem em crescimento há duas décadas.
Outro levantamento, do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), estima que o país gasta R$ 70 bilhões por ano com complicações associadas ao problema.
Em Vinhedo, interior de São Paulo, a preocupação se reflete nas práticas adotadas pela Prefeitura, que mantém acompanhamento nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), com atendimento multiprofissional, orientação e acolhimento para moradores que precisam de apoio no controle do peso.
A Secretaria de Saúde reforça a relevância de hábitos essenciais, como alimentação equilibrada, atividade física regular e autocuidado.
Ações nacionais reforçam prevenção e acolhimento
Organizações vinculadas ao coletivo Vozes do Advocacy, que reúne 28 entidades de diabetes no país, espalham campanhas pelo Brasil durante todo o mês. As atividades ocorrem em cidades como Jacareí (SP), Cambuí (MG), Botucatu (SP), Indaiatuba (SP), Joinville (SC), Santa Bárbara d’Oeste (SP), Foz do Iguaçu (PR), Birigui (SP), Vitória da Conquista (BA), Serra (ES) e Petrolina (PE).
O calendário inclui rodas de conversa, triagens, análises de IMC, aferição de glicemia e pressão arterial, orientação nutricional, atividades físicas e palestras.
As ações priorizam grupos mais vulneráveis, entre eles crianças, jovens e pessoas sem acompanhamento médico regular.
Em Jacareí (SP), prédios públicos estão iluminados de roxo, além de debates e atendimento nutricional aberto ao público.
Em Cambuí, o destaque está na programação contínua com cálculo de IMC, medição de circunferência abdominal e lives educativas.
Em Botucatu, a associação local realiza encontros sobre leitura de rótulos, escolhas alimentares e segurança nutricional.
Outras cidades também promovem mobilização. O município de Indaiatuba, a Faculdade Anhanguera sedia triagens e avaliações corporais.
Em Fortaleza (CE), ações comunitárias oferecem orientação nutricional e testes rápidos. Foz do Iguaçu, Joinville, Santa Bárbara d’Oeste e Birigui organizam rodas de conversa, bioimpedância, atividades físicas e atendimentos especializados.
As cidades de Tanguá (RJ), Serra e Petrolina ampliam o alcance com exames, palestras e serviços multiprofissionais em saúde.Vinhedo reforça políticas de cuidado contínuo
Embora a maior parte da mobilização esteja concentrada em várias regiões do país, o tema encontra eco em Vinhedo. A Prefeitura destaca que 60% dos brasileiros estão acima do peso e um em cada quatro já vive com obesidade.
Esse cenário reforça a importância dos serviços prestados nas UBSs, onde equipes multidisciplinares atuam na prevenção, no diagnóstico e no acompanhamento dos pacientes.
As ações municipais incluem avaliação clínica, orientação nutricional, apoio psicológico, incentivo ao autocuidado e reorganização de hábitos.
Os serviços são gratuitos e disponíveis para toda a população. A administração municipal ressalta: “Cuidar do peso é cuidar da saúde e da qualidade de vida. Procure a unidade de saúde mais próxima e invista em você”.