
Na noite de ontem, 24 de fevereiro de 2026, a Rua da Abolição, 881, em Campinas, interior de São Paulo, foi palco de um evento crucial para o desenvolvimento de pequenos negócios. O Sebrae-SP, por meio de seu Escritório Regional, reuniu 25 empreendedores de diversos setores, entre indústria, comércio e serviços, em na oficina “Sebrae Responde – Marketing que Vende: do Interesse à Ação”. O encontro, realizado das 19h às 21h, focou em capacitar os participantes com estratégias práticas e gratuitas para transformar a visibilidade online em resultados concretos de vendas e faturamento.
A iniciativa visa fortalecer o ecossistema empreendedor regional, oferecendo ferramentas essenciais para que micro e pequenos negócios possam prosperar em um mercado cada vez mais digitalizado.
A oficina abordou desde a otimização de ferramentas existentes até a compreensão aprofundada do público-alvo, sempre com o objetivo de gerar vendas efetivas.
Conduzida pelo palestrante Aldo Batista, consultor de negócios do Sebrae-SP e especialista em Inteligência Artificial (IA) aplicada a negócios, direito e inovação, ele enfatizou a necessidade de tratar o marketing como um pilar estratégico da gestão.

Os participantes tiveram a oportunidade de conhecer formas de usar a tecnologia e as redes sociais a favor do negócio, tornando a comunicação mais ágil e próxima do cliente.
"Além de falar sobre estratégias e ferramentas, vamos abordar como o uso inteligente da tecnologia pode gerar respostas mais rápidas ao mercado e sair à frente dos concorrentes", completou o consultor.
"Um empreendimento de sucesso precisa olhar para várias frentes, como gestão, técnica, financeiro, pessoas e comercial. Nesta oficina, o foco é mostrar como o marketing pode ser um aliado direto nas vendas e na tomada de decisão", explicou Batista aos participantes.
Da Visibilidade à Conversão: Estratégias para Vender Mais
Durante o evento, pude observar a atenção dos empreendedores às dicas práticas apresentadas. Um dos pontos de partida da discussão foi a frustração comum com as vendas em redes sociais, que muitas vezes se mostram insatisfatórias por não gerarem o retorno esperado.
Batista destacou que o problema reside na falta de conhecimento sobre como utilizar as ferramentas existentes de forma eficaz, citando o Google Meu Negócio como um exemplo de recurso subutilizado.
Para alcançar relevância na internet e, consequentemente, impulsionar as vendas, o consultor listou fatores cruciais:
- Frequência de postagens: Manter uma presença constante e relevante.
- Avaliações acima de 4,5: A reputação online é um diferencial competitivo.
- Informações completas: Detalhes claros e acessíveis sobre produtos e serviços.
- Fotos profissionais: Imagens de qualidade que valorizam o negócio.
- Atendimento rápido: Agilidade na resposta ao cliente, especialmente em canais digitais.
A jornada do cliente foi outro tópico central. Batista ressaltou que o fluxo de compra deve ocorrer sem atritos, e que a remoção desses obstáculos é fundamental para melhorar as vendas.
A lógica é clara: mais visibilidade gera mais cliques, que por sua vez atraem mais clientes.
No entanto, o consultor fez um alerta importante sobre a transformação do marketing em vendas, desmistificando o que ele chamou de "marketing de vaidade".
"Curtida não paga boleto", "alcance não paga folha", "tráfego não significa faturamento" e "visibilidade sem conversão gera custo", foram frases de impacto que ecoaram na sala.
A mensagem é que as redes sociais devem ser um canal para gerar vendas, e não apenas um palco para métricas vazias.
Aprofundando-se na importância do conhecimento do público-alvo, o especialista detalhou que é imprescindível saber:
Quem são: Demografia e psicografia.
Onde estão: Canais de comunicação preferenciais.
O que desejam: Necessidades e aspirações.
Qual dor possuem: Problemas que seu produto/serviço resolve.
Como chegam até você: Caminho até a decisão de compra.
"Não dá para vender para todo mundo", afirmou Batista, reforçando a necessidade de comunicar com clareza e direcionamento para a pessoa certa.
Além das estratégias de aquisição, a oficina também abordou a retenção de clientes. O consultor enfatizou que manter um cliente antigo é significativamente mais barato do que buscar novos, e que o pós-venda, muitas vezes negligenciado pelas empresas, é um fator crucial para a fidelização.
"É preciso se fazer ser lembrado", pontuou, destacando a importância de um relacionamento contínuo com a base de clientes.