
Mulheres de Jundiaí acompanhadas pelo programa Guardiã Maria da Penha podem acionar, pelo celular, o botão do pânico para informar a Guarda Municipal (GMJ) sobre descumprimento de medida protetiva. O recurso permite envio de a lerta rápido e discreto, com georreferenciamento, sem necessidade de ligação telefônica. O uso é restrito a vítimas com medida vigente e cadastro ativo no programa.
Segundo o Departamento de Inteligência em Assuntos de Segurança Pública, ao pressionar o botão, a GMJ recebe a localização da vítima e despacha viatura para o atendimento.“Quando elas utilizam o aplicativo e apertam o botão, a Guarda Municipal recebe um aviso com o georreferenciamento da pessoa naquele instante e envia uma viatura rapidamente ao local. Isso facilita o acompanhamento pela GMJ e a localização de quem está descumprindo a medida protetiva”, afirmou o diretor Odair Roberto Matenauer.
Além do aplicativo, a GMJ orienta que as denúncias sejam feitas pelos telefones 153 e (11) 4492-9060.“As vítimas devem sempre denunciar, tanto o primeiro ato violento quanto sua reincidência. O botão do pânico é mais uma ferramenta a serviço das cidadãs jundiaienses”, disse a integrante da equipe do Guardiã Maria da Penha, GMJ Antonucci.
Quem pode usar e como funciona
O botão do pânico é disponibilizado às mulheres com medida protetiva de urgência e inseridas no Guardiã Maria da Penha.
O alerta gera ocorrência priorizada na central, com dados de localização para direcionamento das equipes.
A GMJ recomenda manter o aplicativo instalado, com permissões de localização ativas, e acionar o recurso exclusivamente em situações de descumprimento da medida.
Atualmente, 150 mulheres contam com o botão do pânico ativo. Em 2025, o recurso foi acionado 192 vezes.O programa, criado em 2019, combina visitas periódicas, rondas para fiscalização de medidas e entrevistas para avaliação de risco.
Indicadores e fluxo de medidas
De 2019 ao início de 2026, o Guardiã Maria da Penha recebeu do Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) 3.800 medidas protetivas de urgência.
Em 2024, foram 704 encaminhamentos; em 2025, 661 (queda de 6%). Em janeiro de 2026, a GMJ registrou 78 novas medidas protetivas. O total de mulheres monitoradas atualmente é de 289.
Desde a criação, o programa realizou mais de 90 mil ações com mulheres vítimas de violência, incluindo entrevistas para mensurar risco, rondas de fiscalização e visitas de acolhimento para verificação do cumprimento das proibições judiciais.
Estrutura e atendimento
O protocolo da GMJ prevê atuação integrada entre patrulhamento, inteligência e equipe do Guardiã.
Em caso de alerta ou denúncia, a central aciona a viatura disponível mais próxima e mantém contato com a vítima para instruções de segurança até a chegada do efetivo.
Em situações de flagrante descumprimento de medida, o atendimento é encaminhado para a autoridade policial.
De acordo com a Secretaria Municipal de Segurança Pública, a Prefeitura mantém processos de modernização e expansão de recursos tecnológicos, com orientações permanentes sobre uso do aplicativo e canais de denúncia.
“Temos agentes preparados para dar suporte necessário à vítima de violência, desde a primeira entrevista com a mulher até a prisão de quem descumpre a medida protetiva”, afirmou o secretário Guilherme Balbino Rigo.
Canais de acionamento
Botão do pânico: disponível para mulheres com medida protetiva vigente e cadastradas no Guardiã Maria da Penha
GMJ 153: canal 24 horas para emergências e denúncias
GMJ (11) 4492-9060: apoio e orientações
O botão do pânico amplia a capacidade de resposta da GMJ em situações de descumprimento, com prioridade de atendimento e uso de georreferenciamento para despacho de viaturas.