
A Patrulha Guardiã Maria da Penha, da Guarda Municipal de Jundiaí (GMJ), acolhe, orienta e protege mulheres vítimas de violência física, moral, patrimonial, psicológica ou sexual. Há quase sete anos em funcionamento, o programa faz acompanhamento diário dos casos em andamento e atende novas medidas protetivas encaminhadas pelo Ministério Público. Atualmente, 289 mulheres são monitoradas no município. O atendimento começa a partir do primeiro contato da vítima e das informações registradas no boletim de ocorrência, documento essencial para iniciar o acompanhamento.
Como funciona o atendimento A atuação da Patrulha começa quando a mulher procura ajuda e registra o boletim de ocorrência.
A partir daí, a equipe passa a acompanhar a vítima, verifica o cumprimento das medidas protetivas e oferece orientação contínua.
O objetivo é garantir atenção e suporte em cada etapa, com foco na segurança e na interrupção do ciclo de violência.
Denunciar é essencial
A guarda municipal Antonucci destaca a importância da denúncia. “Cada vez mais é fundamental que os atos do agressor sejam denunciados. Sabemos que muitas vezes isso é difícil, seja pelo medo de novas ameaças, pela dependência econômica ou pelo receio de perder a guarda dos filhos. Mas a denúncia é o primeiro passo para romper o ciclo da violência”, afirmou.
Descumprimento de medida protetiva deve ser comunicado imediatamente. “Para nós, também é uma vitória quando a mulher confirma que as agressões cessaram. As vítimas devem denunciar tanto o primeiro ato violento quanto qualquer reincidência, seja pelo botão do pânico no celular, para quem já está ativa no Programa, ou pelos telefones 153 e (11) 4492-9060”, completou Antonucci.
Histórias de superação
Entre os casos acompanhados está o de uma mulher de 70 anos que, após quase 50 anos de relacionamento marcado por agressões físicas e psicológicas, decidiu romper o ciclo.
“Nunca é tarde para recomeçar. Hoje ela retomou sua vida e o agressor cumpre medida protetiva”, relatou a guarda.
A Patrulha também observa aumento de situações de violência contra idosas praticada por filhos ou outros familiares.

Nesses casos, além da orientação especializada, quando necessário, as vítimas podem ser acolhidas na Casa Sol de Jundiaí e contar com suporte da Defensoria Pública.
Investimento e capacitação
De acordo com o secretário municipal de Segurança Pública, Guilherme Balbino Rigo, a Prefeitura tem ampliado investimentos na modernização da GMJ e no fortalecimento de programas como a Guardiã Maria da Penha.
“Temos agentes preparados para oferecer todo o suporte necessário à vítima, desde o primeiro atendimento até a prisão de quem descumpre medida protetiva. É um trabalho que alia preparo técnico, inteligência operacional e proximidade com o cidadão”, destacou.