
A Prefeitura de Jundiaí entregou o primeiro Jardim Sensorial do município, instalado no Parque do Cerrado, no Residencial Jundiaí, em uma ação voltada ao acolhimento e ao estímulo sensorial de famílias atípicas. A iniciativa foi viabilizada pelo Fundo Social de Solidariedade, em parceria com a empresa Rinem, e integra o conjunto de políticas públicas municipais voltadas à acessibilidade, à inclusão e ao cuidado com pessoas neurodivergentes.
O novo espaço foi planejado para oferecer experiências sensoriais que estimulem os sentidos do tato, olfato, visão e audição, contribuindo para o bem-estar e o desenvolvimento de crianças, jovens e adultos.
Desenvolvido em conjunto com a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, o projeto contou com apoio da iniciativa privada, que abraçou a proposta e colaborou para sua execução.
O Jardim Sensorial passa a integrar a estrutura do Parque do Cerrado, ampliando as possibilidades de uso do espaço público por famílias com necessidades específicas.
Demanda surgiu da escuta das famílias atípicas
Segundo a presidente do Fundo Social de Solidariedade, Ellen Camila Martinelli, o projeto nasceu a partir do diálogo com o Clube de Mães Atípicas, ligado ao próprio Fundo Social.
“O Jardim Sensorial do Parque do Cerrado nasce de uma escuta do Clube de Mães Atípicas, que trouxe a necessidade de a cidade contar com espaços descentralizados e mais preparados para acolher crianças e famílias neurodivergentes. A iniciativa reforça o nosso compromisso em ouvir, acolher e dar visibilidade às demandas desse público”, afirmou.

A proposta, de acordo com o Fundo Social, é criar ambientes que promovam segurança, acolhimento e estímulos adequados, respeitando diferentes formas de percepção e interação com o espaço urbano.
O jardim foi pensado para ser um local de convivência, aprendizado e tranquilidade.
Jardim sensorial estimula sentidos e promove bem-estar
O espaço reúne elementos cuidadosamente selecionados para provocar sensações específicas. Entre os destaques está a calçada sensorial, composta por diferentes texturas, que proporciona uma experiência tátil durante a caminhada.
A floreira sensorial concentra plantas com aromas variados, cores diversas e superfícies distintas, estimulando principalmente o tato e o olfato.
A proposta do jardim é atender pessoas de todas as idades, criando um ambiente inclusivo não apenas para famílias neurodivergentes, mas também para a comunidade em geral.
A experiência sensorial favorece o relaxamento, a interação e o desenvolvimento de habilidades perceptivas.
Para o presidente da empresa Rinem, Valter Silva, participar do projeto representa um compromisso social.
“Entendemos a importância de ter espaços públicos voltados para as famílias atípicas como forma de acolher e proporcionar bem-estar. Com isso, a cidade se torna ainda mais inclusiva”, destacou.
Inclusão descentralizada e novas entregas previstas
O prefeito Gustavo Martinelli ressaltou que o Jardim Sensorial faz parte de um planejamento mais amplo voltado às famílias atípicas em Jundiaí.
“Este jardim é uma das muitas iniciativas que estamos desenvolvendo. Em breve, vamos inaugurar o Espaço Girassóis, um parque sensorial no Mundo das Crianças, que será o maior ambiente sensorial da América Latina, além de um Centro Integrado de atendimento às famílias atípicas”, afirmou.
O coordenador da Defesa Civil, coronel Gimenez, que atuou como elo entre o Clube de Mães Atípicas e a empresa parceira, reforçou a importância de levar ações inclusivas para além das áreas centrais.
Segundo ele, a descentralização garante que mais pessoas tenham acesso aos serviços e equipamentos públicos.