"Efeito Deserto" aumenta risco de desidratação; veja como evitar

Alimentos ricos em água e eletrólitos podem reforçar a hidratação durante o período de baixa umidade

Alimentos ricos em água que ajudam na hidratação do organismo
Foto: Imagem criada por IA/ Redação iG
Alimentos ricos em água que ajudam na hidratação do organismo

A combinação de baixa umidade do ar e redução da sensação de sede durante o mês de agosto pode aumentar o risco de desidratação . Conhecido por especialistas como “efeito deserto”, o fenômeno é marcado pelo clima seco e pode provocar ressecamento da pele, irritação das vias aéreas e alterações no funcionamento do metabolismo.

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a umidade relativa do ar pode ficar abaixo de 30% em diversas regiões do Brasil

Nesse cenário, manter uma rotina adequada de ingestão de líquidos torna-se ainda mais importante, principalmente porque a menor sensação de sede pode levar as pessoas a consumir menos água ao longo do dia.

Além da água, a alimentação pode contribuir para a manutenção da hidratação.

Frutas, verduras e outros alimentos com alta concentração de água ajudam a complementar o consumo de líquidos e também fornecem nutrientes importantes para o organismo.

Sede reduzida pode dificultar hidratação

Durante os períodos de clima seco, um dos principais desafios é justamente a diminuição da sensação de sede.

Assim, muitas pessoas deixam de beber líquidos na quantidade necessária sem perceber que o organismo já precisa de reposição.

Segundo a médica da família Dra. Mayara Motta, a hidratação não depende exclusivamente do consumo de água.

“No tempo seco, precisamos adotar estratégias complementares para manter o equilíbrio do organismo. Alimentos ricos em água e eletrólitos são grandes aliados nesse processo, pois ajudam a hidratar de forma gradual e eficiente”, explica.

Entre os alimentos indicados pela especialista estão melancia, abobrinha, chuchu, pepino e frutas cítricas. A água de coco também aparece como uma alternativa, por contribuir para a reposição de sais minerais.

“Esses alimentos têm alta densidade hídrica e ajudam não só na hidratação, mas também no bom funcionamento do intestino, na regulação da temperatura corporal e na disposição ao longo do dia”, afirma a médica.

A alimentação, portanto, pode funcionar como complemento à ingestão de líquidos. No entanto, a rotina de hidratação deve ser mantida mesmo quando não houver sensação evidente de sede.


Alimentos ajudam a complementar ingestão

Para a médica, esperar a sede aparecer pode não ser a melhor estratégia durante períodos de baixa umidade.

“Esperar sentir sede pode ser um sinal tardio de desidratação. O ideal é distribuir a ingestão de líquidos ao longo do dia e combinar com uma alimentação equilibrada, rica em alimentos naturais”, orienta.

Uma rotina que combine água, outros líquidos e alimentos com elevada concentração de água pode ajudar a manter o organismo hidratado durante o período seco. A estratégia também deve considerar os sinais apresentados pelo corpo.

Os efeitos da baixa umidade não ficam restritos ao funcionamento interno do organismo. Pele seca, lábios rachados e olhos irritados também podem se tornar queixas mais frequentes durante essa época.

Por isso, o cuidado deve envolver diferentes aspectos da rotina. A hidratação adequada, associada a uma alimentação equilibrada, ajuda a enfrentar os efeitos do clima seco e a preservar o bem-estar ao longo do dia.