Queda de cabelo: quando é hora de procurar ajuda?

Especialista explica como estresse, sono, alimentação e mudanças de rotina podem afetar os fios

Redução perceptível do volume ou o aumento da queda exigem investigação para identificar a causa
Foto: Imagem criada por IA/ Redação iG
Redução perceptível do volume ou o aumento da queda exigem investigação para identificar a causa

A queda de cabelo tem levado mais pessoas aos consultórios em busca de respostas para uma alteração que pode estar relacionada a diferentes fatores, como períodos de estresse intenso, mudanças na rotina, alterações alimentares e noites mal dormida s. Embora a perda diária de alguns fios faça parte do ciclo natural do cabelo, a redução perceptível do volume ou o aumento da queda exigem investigação para identificar a causa.

O crescimento dos fios depende de um equilíbrio entre fatores internos e externos. Alterações hormonais, deficiências nutricionais, doenças, uso de medicamentos, estresse emocional e mudanças bruscas no estilo de vida podem interferir nesse processo.

Segundo a cirurgiã plástica Dra. Tatiana Tournieux, um dos quadros frequentemente associados a momentos de sobrecarga física ou emocional é o eflúvio telógeno, quando uma quantidade maior de fios entra simultaneamente na fase de queda.

“O corpo entende situações de estresse intenso como um sinal de alerta e isso pode alterar o ciclo normal dos fios. Muitas vezes, a queda não acontece imediatamente após o evento estressante, mas algumas semanas ou meses depois, o que faz com que algumas pessoas não percebam a relação”, explica.

Alimentação e sono também influenciam a saúde dos fios

Além do estresse, a alimentação tem papel importante na manutenção da saúde capilar. Dietas muito restritivas, baixa ingestão de proteínas, falta de nutrientes e perda rápida de peso podem comprometer a formação e a resistência dos fios.

“O fio de cabelo é uma estrutura que reflete o equilíbrio do organismo. Quando existe alguma alteração importante na saúde geral, o corpo pode priorizar funções vitais e reduzir recursos destinados a estruturas consideradas menos essenciais, como os cabelos”, destaca a especialista.

O sono também está relacionado ao funcionamento do organismo e pode influenciar indiretamente a saúde capilar.

Uma rotina irregular de descanso pode afetar mecanismos ligados ao estresse e à recuperação do corpo, criando condições menos favoráveis para a manutenção dos fios.

Por outro lado, nem toda queda de cabelo está relacionada apenas aos hábitos do dia a dia.

Predisposição genética, alterações hormonais, inflamações no couro cabeludo e algumas doenças também podem estar associadas ao problema.


Diagnóstico é fundamental para indicar tratamento adequado

De acordo com a Dra. Tatiana Tournieux, um dos erros mais comuns é tentar tratar a queda apenas com produtos cosméticos sem investigar a origem da alteração.

“Muitas pessoas tentam tratar a queda de cabelo apenas com produtos cosméticos, mas em muitos casos o problema está relacionado a algo que precisa ser investigado. O diagnóstico correto é o primeiro passo para escolher a melhor estratégia”, afirma.

A avaliação profissional considera o histórico de saúde, hábitos de vida, padrão da queda e, quando necessário, exames complementares. A identificação da causa ajuda a definir o tratamento mais adequado para cada caso.

Para preservar a saúde dos fios, especialistas recomendam manter uma alimentação equilibrada, evitar dietas extremas sem acompanhamento, cuidar da qualidade do sono e observar os hábitos de cuidado com o couro cabeludo.

Procedimentos químicos frequentes, uso excessivo de calor e outras práticas agressivas também podem contribuir para o enfraquecimento dos cabelos.

“A queda de cabelo não é apenas uma questão estética; ela pode refletir como está a saúde do organismo. Quando a pessoa percebe uma mudança significativa, seja na quantidade de fios que caem ou na diminuição do volume, é importante buscar uma avaliação para entender o que está acontecendo”, orienta a médica.