
Uma operação conjunta interditou nesta sexta-feira (3) um estabelecimento em Vinhedo suspeito de comercializar bebidas alcoólicas adulteradas . A ação envolveu a Polícia Civil, Guarda Civil Municipal (GCM), Vigilância Sanitária e Procon, após o registro de uma mulher internada na Santa Casa com sintomas de intoxicação logo depois de ingerir uma bebida no local.
Segundo informações, a vítima recebeu alta médica e foi localizada pela polícia, confirmando que consumiu um drinque preparado com destilado tipo vodca.
Amostras das garrafas encontradas no comércio foram apreendidas e encaminhadas para análise no Instituto de Criminalística. No total, 102 recipientes foram recolhidos para verificação de falsificação ou adulteração.
Riscos do consumo de metanol
Em paralelo à operação, a Prefeitura de Vinhedo emitiu comunicado alertando sobre os perigos do consumo de bebidas adulteradas com metanol, substância tóxica presente em combustíveis e produtos industriais.
Mesmo em pequenas quantidades, o metanol pode causar intoxicação grave, perda irreversível da visão, comprometimento do sistema nervoso e até morte.

Entre os sintomas mais comuns estão náusea, vômito, dor abdominal, suor intenso, alterações visuais, tontura, sonolência e confusão mental. Em casos mais severos, pode evoluir para coma.
A administração reforça que o reconhecimento precoce desses sinais pode salvar vidas.
Como se proteger
A orientação é consumir apenas bebidas de origem confiável, com rótulo e lacre de fábrica, evitando produtos de preços muito abaixo do mercado e sem procedência.
Comerciantes também foram alertados a não comprar mercadorias sem nota fiscal ou de fornecedores não autorizados, mantendo em estoque apenas produtos com registro e procedência comprovada.
Em caso de suspeita, o consumidor deve acionar a Vigilância Sanitária pelo telefone (19) 3826-7499, ramal 3005, ou pelo e-mail visa.saude@vinhedo.sp.gov.br.
Também é possível denunciar ao Procon por meio do site www.procon.sp.gov.br .
Estabelecimento interditado
O comércio foi fechado pela Vigilância Sanitária e pelo Procon, que notificaram os responsáveis para regularizar o atendimento em até dez dias, incluindo protocolos de manuseio e armazenamento de bebidas.
A Polícia Civil informou que todas as diligências seguem em andamento para esclarecer os fatos e responsabilizar eventuais envolvidos.